Combustíveis. "Quem folga as costas do Governo é quem apresenta pontos de fuga para a incapacidade do Governo responder", diz PS

Combustíveis. "Quem folga as costas do Governo é quem apresenta pontos de fuga para a incapacidade do Governo responder", diz PS

O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, está em Matosinhos para iniciar uma semana em que vai ouvir as associações empresariais para construir uma nova matriz para a economia e a sua produtividade. Questionado qual o sentido de voto socialista à proposta do Chega sobre a redução do IVA sobre os combustíveis, Carneiro não explicitou como vai ser o voto. Lembrou, sim, que o PS foi o primeiro a apresentar medidas sobre o tema dos combustíveis.

Ana Sofia Rodrigues - RTP / Adicionar como fonte informativa
Lusa

“O que se tem de perguntar é ao Chega se vai votar a favor das propostas que o PS apresentou”, afirmou o secretário-geral. Instigado pelos jornalistas por essa troca de acusações em que se ficava sem saber o sentido de voto no projeto-lei em causa, Carneiro continuou: “e assim folgam as costas do Governo. Quem folga as costas do Governo é quem apresenta um ponto de fuga para o que é a incapacidade do Governo de responder às questões”.

“Fomos o primeiro partido a falar desse tema”, argumenta Carneiro, dizendo que o Governo desvalorizou na altura o risco. “O tempo veio dar-me razão” e por isso os socialistas dizem ter apresentado propostas, que foram chumbadas pela AD, Chega e Iniciativa Liberal. “As propostas que estão no parlamento são as apresentadas por nós”, diz.

Perante os jornalistas, José Luís Carneiro tentou sempre voltar as respostas para a iniciativa que têm a decorrer toda esta semana, de ouvir os atores económicos para a validação de uma nova matriz da Economia, para a tornar mais produtiva, a enfrentar a transição digital, a transição energéticas e os desafios da formação, aumentando os salários. Lembrando o contexto de perda de competitividade de Portugal em 57% dos mercados internacionais.

Acrescentou ainda que o aumento de 15 por cento entre julho de 2026 e julho de 2025 nos custos da produção industrial e defendeu que “apolítica pública deve acompanhar” para ajudar as empresas.

Carneiro defendeu uma descida de IRC, mas apenas nos casos em que as empresas acompanhem objetivos estratégicos da economia, como transição energética, fusão das empresas para ganhar escala, entre outros.
Polícia reconhece o que Carneiro disse enquanto MAI
Questionado sobre os fluxos migratórios, José Luís Carneiro argumentou que o responsável da PSP pelas fronteiras veio reconhecer o que ele tinha defendido enquanto Ministro da Administração Interna, ao dizer que os migrantes chegam a Portugal de carro ou comboio, vindos de outros países, como os do Mediterrâneo.

Para Carneiro, esta é a falácia sobre as fronteiras abertas, criada pela direita que chegou ao poder apoiada pela extrema-direita, defendendo que deveria haver uma intensificação das da fiscalização rodoviária para controlar este fenómeno.

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